Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."
quarta-feira, 13 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Senhora - José de Alencar
Senhora é uma das obras mais famosas de José de Alencar, e um admirável romance onde o autor retrata a história de Aurélia Camargo, moça pobre, torna-se rica graças à herança do avô, recebida aos 18 anos, quando é apresentada a sociedade fluminense. Encanta a todos com sua esplendorosa beleza.
Sua beleza desperta o interesse de muitos rapazes e sabendo, sagazmente, os riscos que corria, ela vive intensamente. Revolta-se, muitas vezes contra a sua riqueza por conhecer nela um dos motivos para os admiradores.
O Sr. Lemos, tio materno e tutor de Aurélia, era convocado de vez em quando para resolver problemas de pequena importância. Certo dia, a jovem convoca seu tutor para apresentar-lhe um certo assunto, seu casamento. Cita o casamento de Adelaide, filha de Manuel Tavares do Amaral que a ofertou a um recém chegado ao Rio de Janeiro, sendo este, o seu escolhido. O escolhido é Fernando Rodrigues de Seixas, moço de vida média rico, mas em casa leva vida simples.
Aurélia pede ao Sr. Lemos que a auxilie no desmanche deste compromisso de Adelaide, pois além do interesse em Seixas, ela pretende fazer com que Adelaide se case com seu verdadeiro amor, o Dr Torquato Ribeiro, que também era seu amigo desde a convivência com sua mãe. Aurélia pede ao tutor que dê 50 contos de rés retirados de sua herança como dote a Ribeiro. Ela pede também que procure seu pretendente escolhido e lhe ofereça 100 contos de rés de dote, o casamento com separação de bens e que de forma nenhuma quebre o segredo de seu nome.
Inicialmente, Fernando Seixas não aceita a proposta, mas muda de idéia, pois precisa do dinheiro para dar um dote a uma de suas irmãs.
Desde que recebe o adiantamento, Seixas é apresentado a sua futura noiva. Surpreende-se em ver que sua noiva é sua ex-namorada na época de adolescência e sente-se humilhado, mas o Sr Lemos diz que Aurélia não sabe do acordo. Depois do acontecido, oficializa-se o pedido de casamento. Toda a sociedade fica atônita ao saber que Aurélia iria se casar com um marido sem fortuna. Acontece uma cerimônia modesta com poucos convidados e com os noivos demonstrando toda a sua felicidade. Mas, quando ficam a sós, Aurélia mostra toda a sua crueldade demonstrando todo o desprezo que tinha e chegando a mencionar o acordo de 100 contos de rés.
O autor tem uma perplexidade de no meio da história, retroceder ao passado de Aurélia, como num flashback ou até mesmo como histórias sobrepostas.
Aurélia tinha uma infância modesta em companhia de sua mãe que era sobrecarregada de tarefas e viúva. O irmão de Aurélia morre, e com isso sua mãe começa a se preocupar com seu futuro. O tio Lemos, mostra-se galanteador durante a infância de Aurélia. Mas a menina não aceita. Quem realmente ganha o coração da menina é Fernando Seixas. Seixas se constrangeu por namorar moça tão pobre. Aurélia chega a renegar outros pretendentes de posição melhor do que Seixas devido ao amor que sentia por ele, mas o rapaz prefere deixar Aurélia para o outro pretendente, o qual demonstra muito carinho pela moça. Mas sabendo da recusa dela, Seixas volta e a pede em casamento.
Lemos interferi nos acontecimentos falando com o pai de Adelaide sobre as vantagens de prometer sua filha a um outro homem que não o seu amado Dr Torquato. Adelaide acaba gostando de Seixas e por isso o apresenta em casa, fazendo o rapaz calcular todas as vantagens que teria com este casamento, e não com Aurélia, uma moça pobre e sem berço.
Aurélia sabe que foi trocada por Adelaide através de uma carta anônima. Diante de tanta infelicidade, Aurélia só conseguiu mudar sua vida quando reencontra o avô e a partir do reconhecimento dele para com a nora e neta. O avô de Aurélia morre infelizmente, deixando toda a sua fortuna para ela. Seu tio Lemos fica como tutor, e nomeia D. Firmina como acompanhante para a menina.
Na noite de núpcias, Aurélia confessa a Fernando toda mágoa e rancor guardado durante algum tempo. Passam a viver sobre aparências na sociedade, e o verdadeiro inferno sob quatro paredes. Seixas se sente humilhado pelas atitudes de Aurélia, mas por orgulho e amor permanece ao seu lado, submetendo-se aos seus caprichos.
Depois de algum tempo Fernando descobre um valor que tem a receber, que juntando com algum que já possuía conseguiria devolver o dote a Aurélia e viver livre de tamanhas ofensas. Aproveitando a devolução do dinheiro Seixa conta à esposa o porque de ter aceitado a separação no passado.
Aurélia extremamente transtornada declara seu amor e mostra que no mesmo dia que o humilhou na noite de núpcias, escreveu seu testamento onde deixava tudo o que tinha para seu tão amado marido. Naquele momento ela demonstra que abdicava de toda a fortuna para ficar ao lado de seu amado.
Acontece um doce beijo e tudo que tinha sido um enorme engano, toma ares reais de grande amor.
Sua beleza desperta o interesse de muitos rapazes e sabendo, sagazmente, os riscos que corria, ela vive intensamente. Revolta-se, muitas vezes contra a sua riqueza por conhecer nela um dos motivos para os admiradores.
O Sr. Lemos, tio materno e tutor de Aurélia, era convocado de vez em quando para resolver problemas de pequena importância. Certo dia, a jovem convoca seu tutor para apresentar-lhe um certo assunto, seu casamento. Cita o casamento de Adelaide, filha de Manuel Tavares do Amaral que a ofertou a um recém chegado ao Rio de Janeiro, sendo este, o seu escolhido. O escolhido é Fernando Rodrigues de Seixas, moço de vida média rico, mas em casa leva vida simples.
Aurélia pede ao Sr. Lemos que a auxilie no desmanche deste compromisso de Adelaide, pois além do interesse em Seixas, ela pretende fazer com que Adelaide se case com seu verdadeiro amor, o Dr Torquato Ribeiro, que também era seu amigo desde a convivência com sua mãe. Aurélia pede ao tutor que dê 50 contos de rés retirados de sua herança como dote a Ribeiro. Ela pede também que procure seu pretendente escolhido e lhe ofereça 100 contos de rés de dote, o casamento com separação de bens e que de forma nenhuma quebre o segredo de seu nome.
Inicialmente, Fernando Seixas não aceita a proposta, mas muda de idéia, pois precisa do dinheiro para dar um dote a uma de suas irmãs.
Desde que recebe o adiantamento, Seixas é apresentado a sua futura noiva. Surpreende-se em ver que sua noiva é sua ex-namorada na época de adolescência e sente-se humilhado, mas o Sr Lemos diz que Aurélia não sabe do acordo. Depois do acontecido, oficializa-se o pedido de casamento. Toda a sociedade fica atônita ao saber que Aurélia iria se casar com um marido sem fortuna. Acontece uma cerimônia modesta com poucos convidados e com os noivos demonstrando toda a sua felicidade. Mas, quando ficam a sós, Aurélia mostra toda a sua crueldade demonstrando todo o desprezo que tinha e chegando a mencionar o acordo de 100 contos de rés.
O autor tem uma perplexidade de no meio da história, retroceder ao passado de Aurélia, como num flashback ou até mesmo como histórias sobrepostas.
Aurélia tinha uma infância modesta em companhia de sua mãe que era sobrecarregada de tarefas e viúva. O irmão de Aurélia morre, e com isso sua mãe começa a se preocupar com seu futuro. O tio Lemos, mostra-se galanteador durante a infância de Aurélia. Mas a menina não aceita. Quem realmente ganha o coração da menina é Fernando Seixas. Seixas se constrangeu por namorar moça tão pobre. Aurélia chega a renegar outros pretendentes de posição melhor do que Seixas devido ao amor que sentia por ele, mas o rapaz prefere deixar Aurélia para o outro pretendente, o qual demonstra muito carinho pela moça. Mas sabendo da recusa dela, Seixas volta e a pede em casamento.
Lemos interferi nos acontecimentos falando com o pai de Adelaide sobre as vantagens de prometer sua filha a um outro homem que não o seu amado Dr Torquato. Adelaide acaba gostando de Seixas e por isso o apresenta em casa, fazendo o rapaz calcular todas as vantagens que teria com este casamento, e não com Aurélia, uma moça pobre e sem berço.
Aurélia sabe que foi trocada por Adelaide através de uma carta anônima. Diante de tanta infelicidade, Aurélia só conseguiu mudar sua vida quando reencontra o avô e a partir do reconhecimento dele para com a nora e neta. O avô de Aurélia morre infelizmente, deixando toda a sua fortuna para ela. Seu tio Lemos fica como tutor, e nomeia D. Firmina como acompanhante para a menina.
Na noite de núpcias, Aurélia confessa a Fernando toda mágoa e rancor guardado durante algum tempo. Passam a viver sobre aparências na sociedade, e o verdadeiro inferno sob quatro paredes. Seixas se sente humilhado pelas atitudes de Aurélia, mas por orgulho e amor permanece ao seu lado, submetendo-se aos seus caprichos.
Depois de algum tempo Fernando descobre um valor que tem a receber, que juntando com algum que já possuía conseguiria devolver o dote a Aurélia e viver livre de tamanhas ofensas. Aproveitando a devolução do dinheiro Seixa conta à esposa o porque de ter aceitado a separação no passado.
Aurélia extremamente transtornada declara seu amor e mostra que no mesmo dia que o humilhou na noite de núpcias, escreveu seu testamento onde deixava tudo o que tinha para seu tão amado marido. Naquele momento ela demonstra que abdicava de toda a fortuna para ficar ao lado de seu amado.
Acontece um doce beijo e tudo que tinha sido um enorme engano, toma ares reais de grande amor.
No Meio do Caminho - Calos Dummond de Andrade
No Meio do Caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas, tão fatigadas,
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas, tão fatigadas,
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
Você sabia... ?
Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.
Biografia de Hilda Hilst
Hilda de Almeida Prado Hilst (Jaú, 21 de abril, 1930 — Campinas, 4 de fevereiro de 2004) foi uma poetisa, escritora e dramaturga brasileira.
Hilda Hilst foi a única filha do fazendeiro de café, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst, filho de Eduardo Hilst, imigrante originário da Alsácia-Lorena, e de Maria do Carmo Ferraz de Almeida Prado. Sua mãe, Bedecilda Vaz Cardoso, era filha de imigrantes portugueses. Em 1932, seus pais se separam. Em plena Revolução Constitucionalista, Bedecilda muda-se para Santos, com Hilda e Ruy Vaz Cardoso, filho do seu primeiro casamento. Em 1935, Apolônio é diagnosticado como paranóico esquizofrênico.
Em 1937, Hilda ingressa como aluna interna do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, onde cursará o primário e o ginasial, com desempenho considerado brilhante. Neste ano a mãe lhe revela a doença de seu pai. Em 1945, inicia o curso secundário no Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde permanece até a conclusão do curso. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco). Seu primeiro livro, Presságio, é publicado em 1950. A partir de 1951, ano em que publica seu segundo livro de poesia, Balada de Alzira, é nomeada curadora do pai. Conclui o curso de Direito em 1952. Na universidade conhece sua melhor amiga, a escritora Lygia Fagundes Telles. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas, onde hospedou diversos escritores e artistas por vários anos. Ali dedicou todo o seu tempo à criação literária.
Hilda Hilst escreveu por quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962 recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (Massao Ohno Editor, 1962). Muda-se para a Casa do Sol, construída na fazenda, onde passa a viver com o escultor Dante Casarini, em 1966. Em setembro do mesmo ano, morre seu pai. Dois anos depois, Hilda casa-se com Dante. Em 1969, a peça O Verdugo arrebata o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. No mesmo ano, a cantata Pequenos Funerais Cantantes, composta por seu primo, o compositor Almeida Prado, sobre o poema homônimo de Hilda, dedicado ao poeta português poeta português Carlos Maria Araújo, conquistou o primeiro prêmio do I Festival de Música da Guanabara.
A Associação Paulista de Críticos de Arte (Prêmio APCA) considera Ficções (Edições Quíron, 1977) o melhor livro do ano. Em 1981, Hilda Hilst recebe o Grande Prêmio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela mesma Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1984, a Câmara Brasileira do Livro concede o Prêmio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959) a Cantares de Perda e Predileção (Massao Ohno - M. Lydia Pires e Albuquerque editores, 1983), e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prêmio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo). Rútilo Nada, publicado em 1993, pela editora Pontes, leva o Prêmio Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, é premiada na 47ª edição do Prêmio Moinho Santista na categoria Poesia.
A escritora ainda participou, a partir de 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Assuntos tidos como socialmente controversos, por exemplo, o lesbianismo, a homossexualidade e a pedofilia, foram temas abordados pela autora em suas obras. No entanto, conforme a própria escritora confessou em sua entrevista ao Cadernos de Literatura Brasileira, seu trabalho sempre buscou, essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem.
Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, Instituto de Estudos de linguagem - IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro.
Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Editora Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.
Muitas de suas obras se esgotaram e não eram encontradas até que a Editora Globo republicou vários títulos.
Hilda Hilst foi a única filha do fazendeiro de café, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst, filho de Eduardo Hilst, imigrante originário da Alsácia-Lorena, e de Maria do Carmo Ferraz de Almeida Prado. Sua mãe, Bedecilda Vaz Cardoso, era filha de imigrantes portugueses. Em 1932, seus pais se separam. Em plena Revolução Constitucionalista, Bedecilda muda-se para Santos, com Hilda e Ruy Vaz Cardoso, filho do seu primeiro casamento. Em 1935, Apolônio é diagnosticado como paranóico esquizofrênico.
Em 1937, Hilda ingressa como aluna interna do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, onde cursará o primário e o ginasial, com desempenho considerado brilhante. Neste ano a mãe lhe revela a doença de seu pai. Em 1945, inicia o curso secundário no Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde permanece até a conclusão do curso. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco). Seu primeiro livro, Presságio, é publicado em 1950. A partir de 1951, ano em que publica seu segundo livro de poesia, Balada de Alzira, é nomeada curadora do pai. Conclui o curso de Direito em 1952. Na universidade conhece sua melhor amiga, a escritora Lygia Fagundes Telles. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas, onde hospedou diversos escritores e artistas por vários anos. Ali dedicou todo o seu tempo à criação literária.
Hilda Hilst escreveu por quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962 recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (Massao Ohno Editor, 1962). Muda-se para a Casa do Sol, construída na fazenda, onde passa a viver com o escultor Dante Casarini, em 1966. Em setembro do mesmo ano, morre seu pai. Dois anos depois, Hilda casa-se com Dante. Em 1969, a peça O Verdugo arrebata o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. No mesmo ano, a cantata Pequenos Funerais Cantantes, composta por seu primo, o compositor Almeida Prado, sobre o poema homônimo de Hilda, dedicado ao poeta português poeta português Carlos Maria Araújo, conquistou o primeiro prêmio do I Festival de Música da Guanabara.
A Associação Paulista de Críticos de Arte (Prêmio APCA) considera Ficções (Edições Quíron, 1977) o melhor livro do ano. Em 1981, Hilda Hilst recebe o Grande Prêmio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela mesma Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1984, a Câmara Brasileira do Livro concede o Prêmio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959) a Cantares de Perda e Predileção (Massao Ohno - M. Lydia Pires e Albuquerque editores, 1983), e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prêmio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo). Rútilo Nada, publicado em 1993, pela editora Pontes, leva o Prêmio Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, é premiada na 47ª edição do Prêmio Moinho Santista na categoria Poesia.
A escritora ainda participou, a partir de 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Assuntos tidos como socialmente controversos, por exemplo, o lesbianismo, a homossexualidade e a pedofilia, foram temas abordados pela autora em suas obras. No entanto, conforme a própria escritora confessou em sua entrevista ao Cadernos de Literatura Brasileira, seu trabalho sempre buscou, essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem.
Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, Instituto de Estudos de linguagem - IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro.
Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Editora Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.
Muitas de suas obras se esgotaram e não eram encontradas até que a Editora Globo republicou vários títulos.
Biografia de Roberto Marinho
Roberto Pisani Marinho (Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 1904 — Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2003) foi um jornalista e empresário brasileiro. Foi um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil. Participou do movimento tenentista, porém foi um dos primeiros a sair do Forte de Copacabana.
Herdou ainda jovem o jornal O Globo, fundado por seu pai, Irineu Marinho em 29 de julho de 1925, o qual ele ampliou, fundando uma cadeia de rádios entre as quais se destacam a Rádio Globo e a Rádio CBN, esta última somente de notícias. Em 26 de abril de 1965,fundou a Rede Globo de Televisão, que se tornou o principal canal de Televisão do Brasil e a terceira maior do mundo. A Rede Globo tem tido um grande desenvolvimento, durante e principalmente depois da Ditadura Militar. É especialmente na produção de telenovelas, que a TV Globo mostrou todas as suas forças, as quais têm sido exportadas para inúmeros países, inclusive a China. Hoje em dia suas empresas formam um império de mídia que tem imensa influência social e política no Brasil.
Esse pool de empresas faz parte do que hoje se conhece pelo nome de Organizações Globo.
Roberto Marinho sempre defendeu o liberalismo econômico, com aliança estratégica com os Estados Unidos. Foi adversário de políticos como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola e o Lula da Silva. Quando Getúlio Vargas se matou, como presidente da República em 1954, seu jornal foi destruído pela população, quase falindo. Foi acusado de ser o mentor intelectual da Ditadura Militar, apoiada por ele. Em editorial publicado pelo jornal O Globo em 7 de outubro de 1984, Roberto Marinho escreveu:
Roberto Marinho também acusado de manipular as eleições para governador do Estado do Rio de Janeiro, quando Leonel Brizola venceu, e de mandar nas comunicações brasileiras no governo de José Sarney, quando Antônio Carlos Magalhães, dono de uma afiliada da Globo, foi ministro das comunicações. Em 1989, foi acusado de manipular a edição do Jornal Nacional, após o debate de segundo turno entre Fernando Collor e Lula da Silva, para ajudar Collor a ser eleito presidente. Em 1992, Roberto Marinho, em um editorial do jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Leonel Brizola de "senil". Isso valeu direito de resposta a Brizola no Jornal Nacional, que foi lido por Cid Moreira, dois anos depois, em 1994. Com o governo Fernando Henrique, as Organizações Globo passaram por uma grande crise, retirando o nome do jornalista na lista de bilionários da revista Forbes.
Com sua primeira esposa em 1946, Stella Goulart Marinho, teve quatro filhos: Roberto Irineu Marinho, Paulo Roberto Marinho (falecido aos dezenove anos, em 1970), João Roberto Marinho, e José Roberto Marinho. O segundo casamento foi com Ruth Albuquerque, em 1971, já se divorciando da primeira esposa.
Seu último casamento, o terceiro, foi com Lily de Carvalho Marinho, em 1991.
Em 6 de agosto de 2003, aos 98 anos, Roberto morreu na UTI do Hospital Samaritano internação devida a um edema pulmonar.
Em 5 de janeiro de 2011, aos 89 anos, internada na Clínica São Vicente, Lily Marinho, sua última esposa, teve falência múltipla dos órgãos, vindo a falecer no Rio de Janeiro.
Herdou ainda jovem o jornal O Globo, fundado por seu pai, Irineu Marinho em 29 de julho de 1925, o qual ele ampliou, fundando uma cadeia de rádios entre as quais se destacam a Rádio Globo e a Rádio CBN, esta última somente de notícias. Em 26 de abril de 1965,fundou a Rede Globo de Televisão, que se tornou o principal canal de Televisão do Brasil e a terceira maior do mundo. A Rede Globo tem tido um grande desenvolvimento, durante e principalmente depois da Ditadura Militar. É especialmente na produção de telenovelas, que a TV Globo mostrou todas as suas forças, as quais têm sido exportadas para inúmeros países, inclusive a China. Hoje em dia suas empresas formam um império de mídia que tem imensa influência social e política no Brasil.
Esse pool de empresas faz parte do que hoje se conhece pelo nome de Organizações Globo.
Roberto Marinho sempre defendeu o liberalismo econômico, com aliança estratégica com os Estados Unidos. Foi adversário de políticos como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola e o Lula da Silva. Quando Getúlio Vargas se matou, como presidente da República em 1954, seu jornal foi destruído pela população, quase falindo. Foi acusado de ser o mentor intelectual da Ditadura Militar, apoiada por ele. Em editorial publicado pelo jornal O Globo em 7 de outubro de 1984, Roberto Marinho escreveu:
Roberto Marinho também acusado de manipular as eleições para governador do Estado do Rio de Janeiro, quando Leonel Brizola venceu, e de mandar nas comunicações brasileiras no governo de José Sarney, quando Antônio Carlos Magalhães, dono de uma afiliada da Globo, foi ministro das comunicações. Em 1989, foi acusado de manipular a edição do Jornal Nacional, após o debate de segundo turno entre Fernando Collor e Lula da Silva, para ajudar Collor a ser eleito presidente. Em 1992, Roberto Marinho, em um editorial do jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Leonel Brizola de "senil". Isso valeu direito de resposta a Brizola no Jornal Nacional, que foi lido por Cid Moreira, dois anos depois, em 1994. Com o governo Fernando Henrique, as Organizações Globo passaram por uma grande crise, retirando o nome do jornalista na lista de bilionários da revista Forbes.
Com sua primeira esposa em 1946, Stella Goulart Marinho, teve quatro filhos: Roberto Irineu Marinho, Paulo Roberto Marinho (falecido aos dezenove anos, em 1970), João Roberto Marinho, e José Roberto Marinho. O segundo casamento foi com Ruth Albuquerque, em 1971, já se divorciando da primeira esposa.
Seu último casamento, o terceiro, foi com Lily de Carvalho Marinho, em 1991.
Em 6 de agosto de 2003, aos 98 anos, Roberto morreu na UTI do Hospital Samaritano internação devida a um edema pulmonar.
Em 5 de janeiro de 2011, aos 89 anos, internada na Clínica São Vicente, Lily Marinho, sua última esposa, teve falência múltipla dos órgãos, vindo a falecer no Rio de Janeiro.
Reinações de Narizinho - Monteiro Lobato
Dona Benta, uma dama de mais de sessenta anos, sua neta Narizinho, que tem sete anos e Nastácia, melhor cozinheira do mundo, negra de estimação vivem no tranquilo Sítio do Picapau Amarelo . Todas as tardes, Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, vai passear com sua boneca Emília, feita por Nastácia, no ribeirão que passa no fundo do pomar. Num certo dia, depois de dar comida aos peixinhos, elas conhecem um besouro de casacão e Príncipe Escamado, Rei do Reino das Aguas Claras , e vão viver a primeira e fundamental aventura para todo o ciclo do Picapau Amarelo: o encontro de Narizinho e Emília com Dona Carochinha e o Pequeno Polegar. Eles conhecem também a costureira das fadas, Dona Aranha, o Major Agarra-e- não-Larga-Mais e Doutor Caramujo, capaz de tudo curar. Além do mais, Emília, a boneca muda de Narizinho, toma uma pílula mágica do Doutor Caramujo e começa a falar, ainda que de maneira confusa e atrapalhada. De retorno ao Sítio, Narizinho, mudada, começa a imaginar mil e uma aventuras e descobre que Emília fala a língua das formigas e das abelhas. A menina quer casar Emília, que já está em idade de se casar, gorda e corada com Rabicó, un porquinho que a menina e seu primo Pedrinho, recém chegado da cidade, dizem ser Marquês. Pedrinho cria um novo personagem, o Visconde de Sabugosa, suposto pai de Rabicó e Emília, após o casamento arranjado, vira Marquesa de Rabicó. Depois da visita de Narizinho ao Reino das Aguas Claras , Príncipe Escamado está apaixonado pela menina e tem intenções de casamento. Lúcia e os outros personagens voltam ao Reino para a cerimônia, mas ela não se concretiza, pois Rabicó come a coroa, na realidade uma rosquinha de polvilho feita por Narizinho. Após o desastre, os personagens do Reino das Aguas Claras vêm visitar os personagens do Sítio. Um novo desastre acontece: Miss Sardine, uma sardinha norte america excêntrica, acaba na panela e comida por Nastácia.[BR]Gato Félix aparece no Sítio e diz ser o tetraneto do Gato de Botas. Ele conta sua história, mas ela não convence Visconde e Emília que descobrem que ele é somente um gato ordinário comedor dos pintos de Nastácia. Com a ajuda da cozinheira, eles expulsam o falso Gato Félix. Os personagens dos Contos de Fadas, o Gato de Botas, Aladim, Branca de Neve, Cinderela etc. vêm visitar o Sítio e, ao partirem, acabam esquecendo seus objetos mágicos. Dona Carochinha aparecerá em seguida para recuperá-los. [BR]Dona Benta, tendo esgotado seu repertório de histórias, encomenda o Pinocchio de Collodi a um livreiro de São Paulo. Entusiasmados com a leitura do livro feita pela avó, as crianças se decidem a criar um irmão do Pinocchio, feito com madeira nacional. O irmão do Pinocchio, João Faz de Conta, mostra aos personagens o poder do faz-de-conta e, em sua companhia, Narizinho presencia aventuras maravilhosas. [BR]Emília vence o concurso de idéias, com a idéia de organizar um circo, Todos os personagem do Mundo das Maravilhas são convidados. O circo é um verdadeiro fiasco, mas todos saem contentes e dando gargalhadas. Um garoto invisível, que Pedrinho acredita ser Peter Pan, aparece no Sítio e promete levá-los ao País das Fábulas com a ajuda de um pó mágico, o pó de pirlimpimpim. Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde e o garoto invisível, que eles apelidam de Peninha, encontram La Fontaine no País das Fábulas escrevendo suas fábulas. Eles presenciam, desta maneira, várias fábulas. Emília interfere na fábula da Cigarra e a Formiga e castiga a formiga várias vezes. Logo após, eles sauvam o burro da fábula O Leão e os animais doentes da peste . Após uma aventura no País dos Macacos , este burro partirá com Peninha ao Sítio e mais tarde será chamado de Conselheiro. De retorno ao Sítio, Dona Benta fica sabendo da aventura e decide participar da próxima excursão ao País das Fábulas para poder conversar com La Fontaine. Mas eles erram na quantidade de pó e vão parar no País das Mil e uma Noites . Atacados pelo pássaro Roca, eles são finalmente salvos pelo Barão de Munchhausen, que deve partir logo em seguida ao palácio do Imperador. Eles são novamente atacados pelo pássaro Roca. Sem saber o que fazer eles pensam em utilizar o pó de pirlimpimpim, e voltar ao Sítio. Como o pó está molhado, seus poderes são anulados. Eles são salvos pela idéia da Emília de utilizar o poder do faz-de-conta e retornam sãos e salvos ao Sítio. De volta ao Sítio, eles reencontram Nastácia, já sabendo de toda história, pois o burro (Conselheiro) já havia chego primeiro e lhe contado tudo. Uma carta da mãe de Pedrinho, Dona Antonica, chega e anuncia a Pedrinho o começo das aulas. O garoto, de olhos úmidos, vai embora.
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